vou estudar. Beijo n’ocês.
Mesmo quando os motivos não colaborarem.
— Lilian Alves, Olhos de papel.
(Source: iniludivel, via iniludivel)
(via seergiothomaz)
— Manuel Bandeira.
(Source: iniludivel)
Mas para quê
Tanto sofrimento,
Se nos céus há o lento
Deslizar da noite?
Mas para quê
Tanto sofrimento,
Se lá fora o vento
É um canto na noite?
Mas para quê
Tanto sofrimento,
Se agora, ao relento,
Cheira a flor da noite?
Mas para quê
Tanto sofrimento,
Se o meu pensamento
É livre na noite?
— Manuel Bandeira, “Temas e Voltas”.
(Source: iniludivel)

(via camilacosta)
— Cordialmente
— raquel p.
(Source: tresvariando, via a-r-o-m-a-s)
Mas se for,
vá de uma vez.
Leva teus lindos olhos, e
não me olhe com tristeza
para eu não perceber que é um adeus.
Mas se for,
deixa meu coração
em cima da cama,
que é pra ele aprender hoje
e superar amanhã.
Mas se for,
e se algum dia
- quem sabe!?-
necessitares voltar,
sabe onde fica as chaves escondidas,
é só abrir e…
Entrar.
— Terrorismo Poético
(Source: terrorismo-poetico, via terrorismo-poetico)

(via foradaminhamente)
— Camila Costa.
(Source: camilacosta)
Dizer algo bonito sobre o céu, te comparar ao mar. Fazer metáforas com montanhas e terremotos ou qualquer coisa que seja grande e devastadora. Qualquer coisa que seja maior e tenha mais significado do que eu. Porque eu não posso ser o céu, o rio ou mar. Mas você pode, você definitivamente é maior e inalcansável.
Também preciso fazer minhas construções, encostar minha escada na parede, subir os degraus contando os passos. Do contrario, como é que eu vou ter coragem ou altura pra olhar dentro dos teus olhos?
Então a resposta é não. Continuo com esse trabalho sujo e deplorável de escrever tudo que o resto do mundo tem vergonha de admitir. Eu assumo os calos, ergo um patamar do chão com a dor de um domingo à noite, tenho as roupas cheia de tintas e sangue. E tá tudo bem.
Desde que eu consiga enrolar as pernas em tua cintura ou fazer minha boca caber dentro da tua, tá tudo bem. A sina, a bad trip lúcida, o vazio, a distância.
A gente dá um jeito. O resto é bobagem.
Ana L. Alves in Na ponta dos pés. Minhas metáforas também tem complexo de altura
(Source: thesameday)
— Chico Buarque
(Source: congestus, via memorias-escritas)